Saindo do estúdio, a noite já tinha caído. As ruas estavam iluminadas pelos letreiros e pela névoa suave que sempre surgia naquela parte da cidade. Kaito, percebendo o estômago de Marina roncar baixinho — e fingindo que não percebeu que o dele também — sugeriu:
— Vamos comer algo antes de irmos pra casa? Tem uma loja de ramen aqui perto. É simples, mas a comida é ótima.
Marina aceitou.
Minutos depois, estavam sentados lado a lado no balcão de um pequeno restaurante de ramen, o vapor quente subindo das tigelas fumegantes e o cheiro de shoyu e alho envolvendo os dois.
Era aconchegante.
Quase íntimo demais.
Entre uma colher e outra, Marina comentou, ainda impressionada com a rotina de Kaito:
— Eu não fazia ideia de que ser seiyuu era tão puxado… você realmente coloca muito de você no que faz.
Kaito sorriu, mexendo o ovo dentro do caldo.
— A maioria das pessoas acha que é só ler um roteiro. Mas cada personagem tem uma alma. — Ele tocou o peito. — E eu tento encontrá-la aqui. Sempre.
Aquil