Quando chegou novamente diante da porta do kitnet, Kaito respirou fundo, duas vezes, tentando colocar seu rosto num semblante neutro — algo entre a serenidade e a habitual gentileza que ela já conhecia. Seu coração, porém, ainda estava acelerado. O que ouvira minutos antes continuava pulsando dentro dele, misturando culpa, preocupação e um impulso protetor tão instintivo que o desconcertava.
Ele levantou a mão e bateu três vezes.
Um som leve. Amigável. Normal.
A porta abriu poucos segundos depois. Marina apareceu, ainda com os cabelos meio presos de qualquer jeito, a expressão cansada, mas esforçando-se para parecer bem. Quando o viu, endireitou a postura, surpresa.
— Kaito-san? Desculpa, eu… não imaginei que você chegaria tão cedo.
Ele sorriu, suave, tentando parecer despreocupado.
— Bom dia, Marina-san. Desculpe por chegar tão cedo. — Sua voz soou calma, mesmo que por dentro estivesse em turbulência.
Marina abriu a porta por completo, convidando-o a entrar. Assim que ele cruzou o ba