O cursor piscava há longos minutos.
A caneca de chá esfriava ao lado do teclado e a playlist instrumental tocava baixo, como se temesse atrapalhar o silêncio cheio de expectativa do quarto que Matheus preparou pra mim. A escrivaninha nova, as estantes ainda cheirando a madeira e verniz suave, a poltrona azul-marinho ao lado da janela.
A minha pequena torre de paz.
Respirei fundo e deixei os dedos pousarem sobre as teclas.
Comecei devagar. Uma frase de cada vez. Sem pressa, sem me cobrar.
“Ess