A estrada era quase deserta.
Matheus dirigia com uma das mãos no volante e a outra entrelaçada à minha, repousando sobre meu colo. Às vezes ele cantava baixinho, outras apenas ficava em silêncio, os olhos perdidos na linha do horizonte. Não era o silêncio tenso de antes. Era como se, pela primeira vez em semanas, ele tivesse espaço para respirar.
O rádio tocava uma música antiga, com arranjos suaves e voz rouca. Uma daquelas que a gente não sabe de onde conhece, mas parece feita pra aquele mome