A casa era pequena. Um sobrado com janelas azuis, escondido entre árvores e vizinhos silenciosos. O corretor falou demais, mas eu mal ouvi. Estava ocupada demais observando Matheus.
Ele andava pela sala com as mãos nos bolsos, olhando ao redor como se tentasse visualizar uma vida inteira ali dentro. Havia algo novo nos olhos dele: cuidado. Não aquela tensão de quem espera que algo exploda a qualquer momento, mas o cuidado de quem está tentando construir, tijolo por tijolo, um futuro que valha a