Uma semana depois, Agatha passeava discretamente pelo jardim da empresa. O som suave dos seus saltos sobre o cascalho se misturava ao sussurro do vento entre as folhas. Em uma das mãos, ela segurava delicadamente uma taça de cristal, onde o champanhe dourado refletia os últimos raios do sol poente como se fosse ouro líquido.
A cada gole que tomava, seus olhos percorriam o cenário com uma admiração silenciosa. As rosas vermelhas dançavam com o vento em um balé sutil, como se soubessem que estavam sendo observadas.
As borboletas, com asas translúcidas e coloridas, flutuavam entre as petúnias, enquanto abelhas diligentes zumbiam em harmonia, pousando com precisão sobre as flores. Os pássaros, em sua coreografia espontânea, pulavam de galho em galho, entoando melodias que pareciam compor a trilha sonora daquele instante.
O aroma doce das magnólias invadia fortemente seu olfato, despertando memórias de infância e tardes preguiçosas sob o sol. O ar era morno, mas carregava uma brisa fresca