A frase caiu como um raio silencioso entre eles. O ar pareceu mudar de densidade, e o som das ondas distante parecia mais perto, como se o mundo tivesse se recolhido para assistir ao que viria.
Agatha hesitou. Encarou Vitor, e seu sorriso se dissipou como fumaça ao vento. O brilho em seus olhos apagou-se lentamente, substituído por uma sombra de inquietação. Ela sentiu seu coração congelar como tempestade — não pela temperatura, mas pela súbita ausência de calor, como se a esperança recém-nascida estivesse prestes a ser arrancada.
Ela tentou falar, mas a voz não veio. Apenas um olhar — profundo, vulnerável, cheio de perguntas silenciosas — foi lançado a Vitor, como quem implora por uma explicação que não machuque mais do que o necessário.
O silêncio entre os dois parecia pesar no ar, como uma névoa densa que se recusava a dissipar. Agatha apertou os dedos uns contra os outros, nervosa, enquanto o som distante de uma fonte d’água no jardim ecoava suavemente pelo ambiente.
Ela finalmen