Vitor permaneceu imóvel e pensativo por um instante. Seus olhos, ligeiramente semicerrados, pareciam buscar respostas nas frestas da memória. Logo ele se dirigiu até a janela, seus dedos tocaram suavemente o vidro resplandecente, fazendo marcas sobre a neblina da manhã como se desenhasse pensamentos que não ousava dizer em voz alta. O frio do vidro contrastava com o calor de sua pele, despertando nele uma estranha sensação de presença.
Ele respirava devagar, sentindo o aroma envolvente do café