A pergunta caiu como um golpe. Lorena sentiu o sangue subir ao rosto, quente e impiedoso, como se cada célula gritasse em alerta. Mas não desviou o olhar. Havia algo nela que se recusava a ceder — orgulho, talvez, ou uma dor antiga que já havia se moldado em escudo. Seus olhos, firmes como vidro prestes a trincar, encaravam o rapaz com uma mistura de desafio e vulnerabilidade.
A porta ainda estava entreaberta, ela se virou lentamente, como quem carrega o peso de mil lembranças nas costas, e fec