Vitor a olhou fixamente por mais alguns segundos, seus olhos refletindo uma intensa mistura de raiva, dor e determinação. Havia algo de feroz em seu olhar, como se estivesse tentando gravar o rosto de Lorena em sua memória, não por raiva, mas por necessidade.
O silêncio entre eles parecia pulsar, as pessoas do local parecia não existir, como se cada segundo fosse uma eternidade comprimida, prestes a explodir. A tensão era quase palpável, como eletricidade no ar antes de uma tempestade — densa, carregada, ameaçadora.
— Eu quero que você saiba, Lorena... eu não desisto tão facilmente. Isso aqui vai ter volta. — disse ele, com a voz baixa, rouca, mas firme como uma promessa selada com sangue. Cada palavra parecia pesar toneladas, como se fossem arrancadas de um lugar profundo e sombrio dentro dele.
Lorena permaneceu imóvel, sentindo o vazio que se instalava no ambiente como uma sombra silenciosa. As palavras de Vitor ecoavam em sua mente, não como uma ameaça, mas como um aviso. Algo hav