CAPÍTULO 104 — PRESSÕES INVISÍVEIS
A manhã seguinte chegou com um silêncio estranho, como se o mundo inteiro estivesse prendendo a respiração.
Helena acordou antes de Arthur — o que era raro — e ficou apenas observando o homem dormir ao seu lado. Havia algo no rosto dele… uma tensão que não desaparecia nem enquanto ele sonhava. A mandíbula cerrada. A respiração pesada. O braço ainda envolvido ao redor dela, como se mesmo dormindo precisasse garantir que ela não fosse levada.
Ela passou os dedos pelo cabelo dele, suave.
— Arthur… — sussurrou, sentindo um aperto no peito. — Eu estou aqui.
Ele despertou devagar, os olhos encontrando os dela com alívio imediato.
— Você está bem? — foi a primeira pergunta.
Helena sorriu de canto.
— Eu deveria perguntar isso para você.
Arthur suspirou, esfregando o rosto.
— Só… pensando demais.
— É sobre eles? — ela perguntou, baixinho.
Ele hesitou.
E isso respondeu tudo.
Arthur sentou-se na cama e puxou Helena para perto, colocando a mão sob