CAPÍTULO 105 — O PRIMEIRO SINAL
A manhã estava calma demais.
Arthur sentiu isso antes mesmo de abrir os olhos. Era como se o mundo estivesse prendendo a respiração — e isso sempre significava que algo estava prestes a acontecer.
Helena dormia ao lado dele, a respiração suave, a mão repousada sobre a barriga em um gesto instintivo que o desarmava completamente. Ver aquilo… ver as duas pessoas mais importantes da sua vida dormindo juntas — ela e o bebê — despertava nele um tipo de força que ele nem sabia que era capaz de sentir.
Mas também ativava todos os alarmes.
Arthur levantou devagar, cuidando para não acordá-la, e se dirigiu ao escritório. Assim que fechou a porta, a expressão dele mudou. Suave, carinhosa, vulnerável? Nada disso. Agora era o CEO, o homem que enfrentava crises como quem respirava.
E o homem que era capaz de destruir qualquer um que ameaçasse sua família.
Ele abriu os relatórios de segurança que chegavam desde a madrugada.
Três alertas.
Três movimentos sus