Melinda
Respirei fundo tentando segurar o choro quando Hernandez perguntou:
– Tu tá bem?
– Não! – respondi, passando a mão no pescoço.
Ele suspirou.
– Vou mandar te levar pra casa.
– Casa? Nem pensar. Eu vim pra festa. – falei firme.
– Melinda… – ele me encarou sério.
– Eu devo ir ou não? – soltei um riso fraco e nervoso. – Eu matei o Pesadelo, pô.
Peguei minha bolsa do chão e saí andando até o salão da festa. A música alta bateu no meu peito, mas minha cabeça tava longe.
Sentei no balcão do bar quando uma mulher me chamou:
– Ei, você!
Revirei os olhos. – Oi.
– Não liga pra elas, é tudo inveja. Tu tá linda. – ela disse sentando ao meu lado.
– Obrigada. Tô acostumada com isso. Na escola todo dia era briga por besteira. – tomei um gole do drink.
– Ouvi dizer que tu matou o Pesadelo.
– Sim. – confirmei sem rodeio.
– Corajosa. Eu sou Marisa.
– Melinda.
Ela me observava com interesse.
– Tu é esposa de alguém daqui? Aquele cara te levou pra fora…
– Meu segurança. – falei.
– Segurança? Ele