Melinda narrando
Eu estava tão exausta que mal conseguia manter os olhos abertos. Dei um beijo na minha filha, senti aquele cheirinho bom de criança que acalmava qualquer inferno dentro de mim, e fui direto dormir. Nem quis saber onde Pablo estava enfiado — eu só queria apagar.
Acordei com o sol batendo de leve no meu rosto… e com a cama cheia de pétalas de rosa.
Por um segundo, pensei que ainda estivesse sonhando. Me ergui devagar, piscando, tentando entender o que era aquilo. Foi aí que vejo minha menina entrando correndo, com um vestidinho vermelho, toda bochechuda e sorridente, segurando uma caixinha.
Eu chorei na mesma hora. Sem controle, sem aviso. Só chorei.
Logo atrás dela aparece o Pablo, todo cheio de pose, com uma bandeja de café da manhã.
— Feliz Dia das Mães! — ele disse, com aquele sorriso que dá raiva e vontade de beijar ao mesmo tempo.
— Mamãe, te amo! — minha pequena falou, pulando no meu colo.
Me desmanchei. Abracei minha filha com força, ainda chorando, e Pablo se a