Capítulo 27

Melinda.

Meu pai orava com a mão espalmada sobre a minha cabeça como se eu estivesse possuída por um demônio de três metros.

— Essa menina tá com Espírito de Jezabel, eu tô avisando! — ele dizia, os olhos fechados e a voz pregada no meu crânio. — Primeiro ela sai da igreja, depois tatua o corpo todo, se envolve com traficante — com um não, com dois! Porque pelo que eu sei Martinez também é. E agora ainda causa discórdia dentro da igreja.

Abri os olhos, respirei fundo e soltei um riso debochado.

— Ah, então eu tô com Espírito de Jezabel? Tá bom, pai. Já que eu tô com esse espírito aí… vou botar pra fuder mesmo! Aí sim todo mundo vai ter motivo pra falar de mim! — revirei os olhos.

Minha mãe colocou a mão na boca.

— Imagina o comentário amanhã na igreja…

— Não vai ter comentário nenhum. Não vou mais pra igreja. — falei direto, firme. O rosto do meu pai se fechou na hora, duro como pedra. Ele saiu da sala sem olhar pra trás.

Quando cheguei no meu quarto, bati a porta com força.

“A culpa
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