Melinda.
Meu pai orava com a mão espalmada sobre a minha cabeça como se eu estivesse possuída por um demônio de três metros.
— Essa menina tá com Espírito de Jezabel, eu tô avisando! — ele dizia, os olhos fechados e a voz pregada no meu crânio. — Primeiro ela sai da igreja, depois tatua o corpo todo, se envolve com traficante — com um não, com dois! Porque pelo que eu sei Martinez também é. E agora ainda causa discórdia dentro da igreja.
Abri os olhos, respirei fundo e soltei um riso debochado.