Capítulo 28

Continuação.

– Pode me deixar em paz, por favor.

O olhar de Pablo estava puro veneno. Agora sim fazia sentido aquele vulgo dele… “Boladão”. O homem parecia carregado por uma entidade de raiva.

– Melinda, bora. – Ele puxou meu braço.

– Oxi, me solta. – arranquei meu braço de volta.

– A gente vai conversar, morô.

Olhei ao redor. E cadê o Thomas? A bicha some nos piores momentos.

– Eu tenho namorado. E eu vou casar. – falei firme, e Pablo começou a rir na minha cara.

– Não achei graça. Agora me solta. E tu não vai dizer nada sobre aquilo? – cheguei mais perto dele, quase tocando o rosto.

Ele desviou o olhar, o maxilar travado, pulsando.

– Foi o que eu pensei.

Eu ia virar quando Thomas surgiu atrás de nós.

– Quem é esse, Melinda? – a voz dele estava estranha.

– É um fã. – respondi, e Pablo ficou puto.

– Vamos. – Thomas segurou minha mão.

Do nada, Pablo me puxou pra ele e Thomas me puxou de volta. Eu no meio, sendo arrastada igual uma boneca inflável.

– Vocês tão me machucando! – reclamei.
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