Continuação.
– Pode me deixar em paz, por favor.
O olhar de Pablo estava puro veneno. Agora sim fazia sentido aquele vulgo dele… “Boladão”. O homem parecia carregado por uma entidade de raiva.
– Melinda, bora. – Ele puxou meu braço.
– Oxi, me solta. – arranquei meu braço de volta.
– A gente vai conversar, morô.
Olhei ao redor. E cadê o Thomas? A bicha some nos piores momentos.
– Eu tenho namorado. E eu vou casar. – falei firme, e Pablo começou a rir na minha cara.
– Não achei graça. Agora me solta. E tu não vai dizer nada sobre aquilo? – cheguei mais perto dele, quase tocando o rosto.
Ele desviou o olhar, o maxilar travado, pulsando.
– Foi o que eu pensei.
Eu ia virar quando Thomas surgiu atrás de nós.
– Quem é esse, Melinda? – a voz dele estava estranha.
– É um fã. – respondi, e Pablo ficou puto.
– Vamos. – Thomas segurou minha mão.
Do nada, Pablo me puxou pra ele e Thomas me puxou de volta. Eu no meio, sendo arrastada igual uma boneca inflável.
– Vocês tão me machucando! – reclamei.