Pablo.
– Tu atirou errado porque quis, né? – Tales perguntou me olhando torto.
– Não, eu errei mesmo – respondi seco.
– Tá… vou acreditar. – Ele falou daquele jeito que irrita.
– Cara, não tonteia minha mente, morô? Não quero papo agora.
– Irmão, tu deixou a mina sozinha com um B.O. que era teu – ele insistiu.
– Tá me gastando, truta? Aquela vagabunda tava me traindo e tu vem com papo de que o erro foi meu? Vai se fuder, mermão – eu já tava fervendo.
– Ela nunca ia te trair, Pablo. Ela te ama. Ou amava, né? Depois dessa… – Júlia falou entrando na onda.
– Ela traiu Martinez comigo, tu acha que vai deixar outro passar batido? – soltei.
– Tu é um filho da puta mesmo. Custava levar ela com tu e depois deixar a mina em outro canto? – Júlia rebateu.
– Não preciso de sermão – rosnei.
– Irmão, me escuta: tu fez merda. Tu sabe que ela tá sendo procurada por eles. Martinez pode ter morrido, mas os cara ainda querem ela. E tu entregou de bandeja – Tales disse.
– Ah tá bom – eu falei frustrado, i