Mundo ficciónIniciar sesiónLiara Ferraz precisa se afastar do seu passado para esquecer toda a sua história com o ex. Ela dedicou anos da sua vida a um relacionamento aparentemente perfeito, até descobrir que o homem com quem estava prestes a se casar a traía no dia do casamento. Determinada, Liara resolve sair do Brasil e se inscrever para uma vaga de arquiteta paisagista na renomada empresa Moretti & Fontana Arquitetura, na Itália. Ela só não imaginava que encontraria o amor nos braços de um italiano determinado, que sabe o que quer e não desiste até conseguir. Giovanni Moretti é o atual CEO da empresa da sua família. Lindo, cheio de charme e com várias mulheres se jogando aos seus pés, ele quer justamente a única que não dá a mínima para o seu charme. Chame de ego ferido, mas isso nunca aconteceu antes. Ele jura que irá fazê-la se render, mas a rendição dela é a sua perdição: no segundo em que prova do corpo da brasileirinha, ele fica obcecado e percebe que uma única vez não será o suficiente.
Leer más" A descoberta "
Liara Ferraz Estou vivendo os dias mais intensos da minha vida. Acabei de ser promovida no trabalho ao qual me dedico com todo amor. Finalmente sairei do cubículo onde iniciei para ter minha própria sala na Milênio Arquitetura. Todo o esforço e horas extras foram recompensados. Com meu casamento marcado para o fim de semana, minha chefe me deu a notícia maravilhosa: na volta da lua de mel, o novo cargo será meu. Hoje é sexta-feira, meu último dia como assistente e minha despedida de solteira. Exausta, dispensei festas. Alex, minha melhor amiga, madrinha e irmã de criação, resolveu fazer uma noite do pijama no meu quarto. Somos inseparáveis há dez anos, desde que meu pai se casou com a mãe dela, Norma. Bebemos vinho e conversamos até o sono chegar. Ao acordarmos, fomos para o salão de Norma. Passei o dia lá, mas Alex saiu cedo para conferir a decoração da festa; ela sonha em ser organizadora de eventos e cuidou de cada detalhe. Troquei mensagens com meu noivo, Cris, o dia todo para aplacar a ansiedade. Paramos duas horas antes da hora marcada para cerimônia, seguindo o pacto de só nos vermos novamente apenas no altar. A gente se conhece desde a infância e namoramos há oito anos. Ele conhece meus sonhos melhor que ninguém. Abri mão de um estágio na Itália quando me formei para ficar com ele, já que Cris não havia passado na seleção. Foi difícil, mas eu não queria um relacionamento à distância. Ele me pediu em casamento logo após minha especialização em paisagismo. Guardei o sonho europeu na caixa e foquei na vida em São Paulo. cheguei mais cedo ao local da cerimônia com minha madrasta para encontrar meu pai. Não conseguíamos falar com Alex, apesar das inúmeras ligações que fizemos. O local, uma propriedade enorme com gramado ao ar livre, ainda estava vazio. Preocupadas, após olhar em volta e não ver ela, decidimos procurá-la na área onde guardavam as decorações. — Filha, ouviu esse barulho? — Norma parou. — Parece alguém gemendo. — Chame ajuda, eu vou na frente — respondi, o coração na boca. O medo de que algo tivesse acontecido com minha irmã me paralisou por um segundo. Perdi minha mãe em um acidente de trânsito quando criança, levou anos até eu parar de sonhar com ela gemendo no chão e situações de emergência me causam gatilhos, tive várias crises de ansiedade. Ao tocar a maçaneta, congelei. A voz lá dentro era de Cris. Comecei a hiperventilar. — Aiiii, mais forte, amor… — Você gosta assim, né, vagabunda? Com força. Minhas mãos tremiam e meus olhos ardiam. Abri a porta de uma vez. A cena passou em câmera lenta: Cris estava possuindo minha irmã contra a parede. O grito que ouvi talvez tenha saído de mim. Tudo ficou vermelho. O choque nos olhos deles foi imediato; ele se afastou dela tão rápido que o som dele saindo de dentro dela ecoou no silêncio do cômodo. Joguei tudo o que vi pela frente neles, estérica. Alex tentava cobrir os seios enquanto Cris vinha em minha direção, jurando que "não era o que parecia". — Amor, calma! Foi uma despedida, uma última vez. Eu juro que depois do casamento nunca mais ia comer ela. — Irmã, me perdoa! Alex soluçava. — Eu gosto dele há anos, mas íamos respeitar o casamento agora. — Filho da puta! — gritei, lançando decorações para mantê-los longe. — Nunca mais fale comigo! E você, esqueça que eu existo. Você não é minha irmã! Saí dali em frangalhos. A traição era dupla e letal. Cris foi meu primeiro namorado, meu primeiro tudo. Planejamos filhos e velhice. E Alex... eu a protegi a vida toda. Quantas vezes ela chorou no meu colo por um "cara misterioso" que não assumia o romance, e o tempo todo era o meu noivo? Ela me deixava consolar ela enquanto me apunhalava pelas costas, vadia. Cris tentou me tocar. O tapa que dei em seu rosto fez minha mão arder, mas foi satisfatório ver as marcas dos meus dedos na cara dele. — Tenho nojo de vocês! Como pude ser tão cega? Corri, levantando o vestido e ignorando meu pai e Norma que chegavam à porta. Entrei em um Uber que deixava alguns convidados e pedi para me levar para casa. Peguei a mala que já estava pronta para a lua de mel e me refugiei em um hotel. Não queria ser encontrada. Após horas de choro, decidi: vou pensar em mim. Mandei uma mensagem ao meu pai dizendo que estava bem, mas não revelei o local onde estava. Por impulso, enviei meu currículo para empresas de arquitetura na Itália, tomei um calmante e apaguei. O domingo foi degradante. Passei o dia cancelando fornecedores e pedindo desculpas aos convidados. Doei a comida do bufê a um orfanato e devolvi o dinheiro dos presentes. Resolver essas pendências evitou que eu enlouquecesse revivendo a cena do flagra. Bloqueei Cris em tudo; ele tentou contato de todas as formas, mas para mim, ele morreu. Na manhã de segunda, acordei com minha chefe ligando. Sua voz estava eufórica. — Olhe seu e-mail agora, Liara! Parabéns! Abri a mensagem tremendo. A Moretti & Fontana Arquitetura — uma gigante que eu admirava desde a faculdade — gostou do meu currículo e portfólio. Eu me preparei anos para isso: sou fluente em italiano e inglês, tenho cinco anos de experiência sólida na Milênio e notas impecáveis. Minha chefe, que é mais uma amiga que mentora, enviou minhas referências diretamente ao CEO deles. Fui contratada. Sem entrevista, baseada apenas na excelência do meu trabalho e na recomendação de quem acredita em mim. Dizem que há males que vêm para o bem. Se eu não tivesse pego os dois naquela sala, estaria agora casada com um canalha, me anulando para fazê-lo feliz. Agora estou liberta. Fiz uma promessa a mim mesma: Nunca mais sofrerei por um homem. Ainda dói, sei que vai custar a passar, mas começo minha nova vida na próxima segunda-feira. Tenho uma semana para organizar a mudança. A empresa até se ofereceu para ajudar com moradia temporária. Minha chefe foi meu anjo da guarda. É o meu sonho se realizando sobre as cinzas de um pesadelo. Estou indo para a Itália. E agora vou focar na minha vida profissional, nada de cafajestes na minha vida, vou passar um bom tempo longe de homens sedutores. Pelo menos foi o que pensei, mas isso foi antes de conhecer o gostoso do meu chefe...Capítulo 256 Luna Castellini Tonni me buscou exatamente vinte minutos depois da mensagem. No caminho para cá ele disse que queria me levar para a cobertura, pois gostava de ter meu cheiro nos lençóis dele. Entrei no carro e fui recebida por um beijo demorado, profundo, que carregava uma urgência diferente das outras vezes. A mão dele segurou minha nuca com carinho e posse ao mesmo tempo, a combinação que mais me enlouquecia. — Oi — murmurei contra a boca dele quando conseguimos nos separar. — Oi. Eu precisei disso o dia inteiro. — Eu também — respondi Ele dirigiu até a cobertura em silêncio, a mão direita ocupando o espaço na minha coxa, o polegar desenhando círculos lentos que subiam milímetro por milímetro, cada vez mais perto de onde eu pulsava por ele. Eu estava molhada antes mesmo de entrarmos no elevador privativo. Assim que a porta do apartamento se fechou, ele me puxou pela cintura e me beijou de novo. Dessa vez não havia contenção. Havia fome. As mãos dele desceram
Capítulo 255Antonni MorettiEu marquei oUm café da tarde com Giovanni em uma lanchonete perto do escritório dele. Precisava de conselho e, pela primeira vez na vida, não me importava de parecer ridículo pedindo. Cheguei dez minutos adiantado, pedi água e fiquei girando o copo entre os dedos até ele aparecer.Giovanni chegou com o terno impecável e aquele sorriso de quem já desconfiava de alguma coisa. Sentou, desabotoou o paletó e me estudou por cima da mesa.— Você está com cara de quem precisa botar pra fora um segredo — disse, já abrindo o cardápio. — Pode começar a falar.Eu passei a mão pelo rosto.— Eu preciso de conselho. Sobre a Luna.O sorriso dele se abriu devagar, malicioso e satisfeito.— Ah, finalmente. O grande Antonni Moretti veio pedir dicas de namoro para o primo que ele mesmo zoou meses atrás. Quero gravar isso.— Vai se foder, Gio.Ele riu alto o suficiente para o pessoal da mesa ao lado olhar. Eu reviriei os olhos, mas não consegui esconder o sorriso de canto. M
Capítulo 253Antonni MorettiA segunda-feira começou diferente. Não porque a rotina tivesse mudado radicalmente, mas porque eu acordei com o peso leve de Luna ainda enroscada em mim na cama estreita do kitnet. A luz que entrava pela janela era cinzenta, típica de Veneza, e o corpo dela estava quente demais para eu querer me mexer. Fiquei quieto o máximo que consegui, só sentindo a respiração dela bater contra meu peito.Quando finalmente se mexeu, foi para enterrar o rosto ainda mais no meu peito e soltar um som baixo de protesto.— Cinco minutos — murmurou.— Você tem que trabalhar, o fim de semana acabou.— Odeio segunda feira então.Eu ri baixinho e beijei o topo da cabeça dela. O cheiro de lavanda misturado com o meu próprio perfume ainda estava nos cabelos. Aquele detalhe ridículo me fez sorrir como idiota.Acabamos nos levantando juntos. Enquanto ela tomava banho, eu saí para comprar café na cafeteria que ficava perto da casa dela. Pedi o de sempre, afinal agora eles já me conh
Capítulo 253 Luna Castellini Ainda abraçada ao Tonni, olhei para cima, para os olhos dele. Ele abaixou a cabeça e me beijou, um beijo suave, que demonstrava mais sentimento do que qualquer palavra que pudéssemos trocar naquele momentos. Quando sai dos braços dele vi o cansaço da estrada que estava estampado nos ombros dele, na forma como a camisa estava levemente amassada, nos olhos azuis que estavam suavizados. — Quer que eu vá embora para você descansar? — perguntou, a voz baixa. Mas eu vi a vontade de ficar aqui, estampada nos olhos dele. Estava cansada sim, e sabia que precisaria acordar cedo amanhã, mas a vontade de ficar na companhia dele era maior. Eu balançei a cabeça na hora. — Fica. Pelo menos mais um pouco. Ele assentiu sem discutir. Enquanto eu ia até o banheiro trocar a roupa da viagem por um short velho e uma camiseta larga, ouvi ele abrindo a geladeira, depois o barulho da televisão sendo ligada num volume baixo. Quando voltei, ele já tinha se trocado de roup





Último capítulo