Valentina esperou que Heitor acordasse antes de fingir casualidade. Ainda estava escuro do lado de fora, e o restaurante em silêncio. Ele abriu os olhos devagar, como se já soubesse que ela o observava.
— Dormimos aqui — ele murmurou, ajeitando a postura.
Ela assentiu, braços cruzados.
— Acontece. Estávamos cansados.
Heitor pareceu desconcertado por um segundo, como se esperasse outro tipo de reação. Mas ela mantinha o rosto neutro.
Não conseguia olhar para ele da mesma forma. Não depois da lig