O som da porta se fechando foi mais forte do que qualquer disparo que já ouvira.
Ele ficou parado no corredor por minutos que pareceram horas. O mundo seguiu, indiferente. Os carros passavam, buzinas distantes, crianças brincando na calçada. Mas dentro de Heitor, tudo havia silenciado.
Ela o expulsou.
Não com ódio, mas com o tipo de dor que não se remenda, com o tipo de adeus que vem depois da confiança destruída.
Ele andou até o carro sem olhar para trás. Entrou, ligou o motor, mas não dirigiu