A respiração vinha curta, rápida demais. O coração parecia preso na garganta, o envelope com as provas ainda estava no chão, aberto, como uma ferida escancarada.
Valentina andava de um lado para o outro na sala, tentando se controlar. Tentando não surtar. Mas tudo nela gritava. Dor. Raiva.Traição. O mundo girava.
Ela mal ouviu a porta se abrindo.
Mas sentiu.
— Valentina?
Heitor entrou com as sobrancelhas franzidas, atento ao menor movimento.
Mas quando viu o estado dela, o rosto empalideceu.
—