O calor da tarde ainda pairava no ar quando Cecília empurrou a porta do bar com o ombro, equilibrando uma caixa de garrafas enquanto Júlia organizava os cardápios sobre o balcão. O lugar ainda cheirava a madeira, álcool e saudade, mas aos poucos, tudo voltava ao lugar.
— Falta só dar uma olhada nas comandas da noite passada e arrumar as mesas do fundo — disse Júlia, olhando para a amiga. — Depois a gente pode respirar.
Cecília assentiu, mas o olhar estava distante. Seus dedos arrumavam as garra