O relógio marcava quase duas da manhã quando Enrico entrou novamente na sala de monitoramento da polícia.
O lugar estava abafado, iluminado apenas pelas telas azuladas que piscavam sem parar.
Ele estava ali havia horas, sem conseguir ficar sentado, sem conseguir respirar direito. Cada minuto longe de Cecília e Aurora parecia arrancar mais um pedaço dele.
Foi então que o detetive responsável, Ramos, entrou apressado, segurando um tablet.
— Achamos alguma coisa — anunciou, sem perder tempo.
Enric