A voz do pai de Cecília atravessou o telefone como um golpe.
— Vamos direto ao ponto, Enrico. Você vai anotar o endereço — disse ele, com calma irritante. — Avenida do Porto, galpão 17. Entrada lateral. Você vai sozinho. Nenhuma polícia, nenhum segurança, nenhum herói.
Enrico segurava o celular com tanta força que os dedos doíam.
— Que horas? — sua voz saiu rouca, esmagada pelo próprio coração.
— Exatamente às três da manhã. Se você chegar antes, eu não apareço. Se chegar depois… — a pausa foi