O ventilador fazia um barulho constante, como um zumbido cansado que preenchia o pequeno espaço da kitnet.
Cecília estava sentada na beirada da cama, as mãos sobre o ventre ainda discreto, o olhar perdido na parede descascada à frente.
Quase um mês havia se passado desde o dia em que o teste deu positivo — quase um mês em que ela aprendeu, na marra, a conviver com o medo.
No começo, tentou negar. Depois, tentou fingir força.
Agora, apenas respirava. Um dia de cada vez.
O trabalho de limpeza con