A cela subterrânea onde Lysandra fora trancada tinha cheiro de sangue antigo e terra molhada. A corrente presa ao tornozelo a impedia de chegar perto da porta de madeira reforçada com barras de ferro. O ferimento deixado pela corrente de prata em seu pescoço ainda ardia como brasa.
O tempo ali dentro era confuso. Não havia sol nem lua para marcar as horas, apenas o gotejar lento de água pelas paredes de pedra e o ranger ocasional das correntes.
A única certeza era que Viktor viria.
E veio.
Naqu