O uivo se espalhou pela noite como um trovão vivo, reverberando pelas árvores e pelo coração de cada lobo e humano que o ouviu. Não havia agressividade naquele som, mas sim um peso ancestral, algo que chamava e ao mesmo tempo testava.
Selin sentiu os pelos da nuca arrepiarem-se. A marca em seu braço, que até então brilhava levemente, agora queimava como fogo líquido. Ela sabia: o guardião não era mais apenas uma visão. Ele estava próximo, talvez já dentro das fronteiras da floresta sagrada.
Hel