A noite parecia interminável. A aldeia adormecida carregava um silêncio denso, quebrado apenas pelo estalar das chamas em fogueiras já quase apagadas. Selin não conseguia dormir. As palavras do velho Samir e o sussurro do sonho ainda ecoavam em sua mente. “A chave não está no ferro, mas no sangue.”
Ela caminhava pelo limite da floresta, sentindo os galhos roçarem seus braços como se a própria mata quisesse prendê-la. A lua, alta e redonda, iluminava seus passos, e em seu coração crescia a sensa