A madrugada cobria a aldeia recém-reconstruída com uma calmaria incomum. O vento frio descia das montanhas e agitava as tochas que iluminavam os portões, enquanto o uivo de um lobo ecoava ao longe, carregando uma melancolia que parecia dialogar com todos os corações. Selin despertou novamente no meio da noite. O mesmo sonho — o lobo branco, enorme, com olhos prateados que refletiam a lua cheia, preso por correntes negras que se arrastavam até se perder no vazio. Ele rosnava, não contra ela, ma