Chegamos em casa como quem volta de um campo de batalha invisível.
Minhas pernas ainda tremem quando Matteo me conduz pelo corredor. Não há pressa, não há ordens — só cuidado. Ele fecha a porta atrás de nós, tranca, confere mais uma vez, como se o mundo lá fora ainda pudesse nos alcançar.
No banheiro, ele liga o chuveiro e testa a água com a mão, atento a cada detalhe. Quando me ajuda a tirar a roupa, seus movimentos são lentos, quase reverentes. Não há desejo ali. Só proteção.
A água quen