32. Perigo íntimo
O silêncio que restou entre nós depois do tapa era denso demais para caber dentro do carro. Minha respiração vinha em soluços descompassados, enquanto Dante desligava o motor com calma assustadora. Ele não disse nada, apenas saiu e contornou o carro, abrindo a minha porta.
— Sai. — a voz grave não carregava a mesma dureza de antes.
Permaneci imóvel por alguns segundos, tentando encontrar forças para me recompor. Quando finalmente desci, o ar frio da noite me atingiu, clareando um pouco o to