126. No limite
Eu já tinha tomado banho. Já tinha me trocado. Já tinha penteado o cabelo duas vezes.
Mas nada disso adiantou.
Desde o instante em que Dante e eu cruzamos no corredor — aquele segundo carregado, os olhos dele descendo pelo meu corpo como se fosse proibido, as mãos dele fechando em punho como se ele estivesse se segurando para não me encostar — eu não consegui pensar em mais nada.
Nem respirar direito.
A lingerie preta com detalhes em azul que a Isabela jurou ser “a preferida dele” queimava