Eleanor despertou ao som suave da chuva contra os vidros da casa. Por um instante, permaneceu imóvel na cama, os olhos fixos no teto de madeira clara, absorvendo o silêncio carregado que preenchia o ambiente. Ainda era cedo. A luz da manhã se filtrava pálida pelas cortinas, conferindo ao quarto um ar de incerteza, como se o tempo tivesse hesitado em avançar.
Desceu as escadas descalça, atraída pelo cheiro de café. Theo não estava ali, como acontecia frequentemente. Ele ia e vinha, respeitando o