A chuva caiu durante toda a noite, tamborilando contra os vidros como se a casa respirasse através deles. Eleanor tentou dormir, mas o sono vinha em fragmentos — entrecortado por sonhos indistintos, sons da madeira estalando e a voz de Beatrice repetindo aquela frase como um eco persistente:
“As casas antigas guardam mais do que memórias.”
Pela manhã, o céu ainda estava cinzento, mas a chuva havia cessado. Eleanor vestiu uma blusa de lã e desceu as escadas com passos cautelosos. A casa parecia