Amélia se levantou com dificuldade, ajeitando a blusa amassada e sentindo a irritação ferver no peito.
Ela odiava ser ignorada, e odiava, acima de tudo, ser tratada como se não fosse absolutamente nada.
— Você só pode estar brincando… — murmurou, passando a mão pelo cabelo enquanto girava o corpo, pronta para ir atrás do homem bonito e estranho que simplesmente tinha ido embora sem pedir desculpas, sem ajudar, sem sequer olhar para trás.
Ela abriu a boca para gritar.
Para xingar.
Para causar.
Mas então viu.
Do outro lado do corredor largo do shopping, entre vitrines caras e pessoas apressadas, uma cena fez o mundo de Amélia parar por um segundo longo demais.
Liana.
O coração dela deu um solavanco seco no peito.
A irmã gêmea caminhava tranquilamente, com uma criança no colo, rindo de alguma coisa que ela dizia baixinho. Ao lado dela, um homem alto, absurdamente bonito, carregava várias sacolas de lojas de marca como se aquilo não fosse nada. Ele se inclinava levemente para falar com Li