A manhã nasceu silenciosa na alcateia Blackstone.
A luz do sol filtrava tímida entre as árvores altas, desenhando sombras longas no chão de pedra da mansão. O ar estava frio, mas não hostil, era aquele tipo de frio que parecia observar, atento, como se soubesse que algo estava prestes a mudar.
Babi estava sentada na beira da cama do quarto de hóspedes, os braços cruzados, a perna balançando de forma nervosa. Ela não dormira direito. Na verdade, tinha passado a maior parte da noite xingando, ameaçando chamar a polícia, chorando de raiva e… pensando em coisas que não queria pensar.
Principalmente em Mason, nas mãos dele, no beijo, na sensação estranha e absurdamente quente que sentiu ao ser tocada por ele.
“Maldito filho da puta”, pensou, furiosa.
Quando ouviu passos no corredor, o corpo inteiro ficou em alerta.
A maçaneta girou e a porta se abriu.
Dante estava parado ali, imponente como sempre, vestindo uma camisa escura e expressão neutra. Mason estava logo atrás, os braços cruzados,