O carro seguiu pela estrada de volta à alcateia em um silêncio pesado.
Não era um silêncio confortável, era denso, cheio de coisas não ditas, de pensamentos que batiam nas paredes do peito como animais presos.
Dante dirigia com as mãos firmes demais no volante, o maxilar travado, os olhos fixos à frente como se qualquer desvio pudesse abrir espaço para algo que ele não estava pronto para enfrentar. O cheiro de raiva ainda estava nele, não aquela fúria explosiva que virava garras e dentes, mas a