Na mansão Blackstone, o clima era outro.
As luzes estavam baixas, tudo estava silencioso e o mundo parecia, por alguns minutos, quase normal.
Kian estava no meio do sofá grande, jogado de um jeito torto, com as perninhas encolhidas e o pijama amassado, os olhos grudados na TV como se nada no universo fosse mais importante do que aquele desenho idiota com cores demais. Dante estava de um lado, encostado com o braço no encosto do sofá, o corpo relaxado só na aparência, porque o alfa nunca relaxava de verdade. Liana estava do outro lado, com Kian meio deitado no colo, os dedinhos do menino brincando com os botões da camisa que ela ainda usava por cima do vestido destruído. O cheiro de Dante ainda estava nela, e ela odiava o quanto isso a deixava… estranhamente confortável.
Era uma cena fofa demais para o que ela vivia, quase ridículo, na verdade. Ela olhava para Kian sorrindo para a TV e pensava como aquele garotinho podia existir no meio de tanta loucura, no meio de tantos segredos e