Fora do quarto do hospital, o corredor parecia mais estreito do que nunca. Sandra permanecia encostada à parede fria, parcialmente escondida pela coluna de pedra, o corpo relaxado demais para alguém que deveria estar apenas de passagem. Seus olhos amarelados acompanhavam cada som que escapava pela porta entreaberta, cada palavra fragmentada que chegava até ela como um presente cuidadosamente embrulhado. Bruxa. Profecia. Poderes adormecidos. A boca de Sandra se curvou lentamente num sorriso satisfeito, quase reverente, enquanto absorvia tudo em silêncio.
“Então é isso”, pensou, sentindo o coração bater mais rápido, não de medo, mas de excitação pura. “Não é só uma humana inconveniente, é uma bruxa.”
Durante tanto tempo, Liana tinha sido apenas um erro no caminho, um tropeço irritante que insistia em não desaparecer e atrapalhava seu plano de se tornar a grande luna da Blackstone. Agora, fazia sentido, aquele brilho estranho, a forma como Dante orbitava ao redor dela como um animal fami