Dormir foi impossível.
Fiquei horas deitada, os olhos abertos no escuro, ouvindo o silêncio da mansão como se ele estivesse me espiando também. Cada som — o ranger do assoalho, o vento balançando as folhas do jardim — me fazia prender a respiração. Minha mente rodava sem parar: o olhar de Isabela, o toque quase dado, o sussurro que ecoava mais alto do que qualquer grito.
“Você cuida bem dela.”
Não era um elogio. Era um aviso. Ou pior: um teste.
Levantei antes do sol nascer, só para ter algo com