Aquele bilhete não saía da minha cabeça.
“Obrigada por cuidar da minha flor. Mas flores pertencem às mães.”
Eu li e reli aquelas palavras enquanto preparava o café da manhã, enquanto escovava os dentes de Sophia, enquanto fingia que o mundo ainda girava normalmente. Mas não girava. Algo tinha se partido — ou melhor, algo tinha sido plantado. E agora, como semente regada com medo, começava a brotar.
Sophia estava mais quieta do que o normal. Não chorava, não gritava, mas olhava pela janela do ja