Dois meses depois
As margaridas no jardim brotaram antes do previsto, amarelas e teimosas como promessas que insistem em se cumprir. Sophia passava tardes inteiras debruçada sobre elas, regando com cuidado, falando como se as flores pudessem ouvir seus segredos.
— Elas são felizes aqui — disse ela um dia, sentando-se na grama ao meu lado. — A terra é boa.
— É mesmo — respondi, acariciando seus cabelos.
Era verdade. A terra era boa. A casa era boa. Nós éramos bons.
Arthur havia se adaptado ao no