A campainha tocou às três da tarde.
Eu estava na cozinha, junto à dona Cida que preparava suco de laranja para o lanche da Sophia, quando ouvi o som da campanhia.
— Mãe Mauren! — Sophia correu da sala até a porta, Mingau saltando atrás dela como se entendesse a importância do momento. — É a tia Mirielen?
— Talvez sim, flor — respondi.
Abri a porta e lá estava ela.
Mirielen usava um vestido florido, os cabelos cacheados presos num rabo de cavalo desalinhado — típico dela. Seus olhos brilharam a