Mundo ficciónIniciar sesiónO Mafioso Obcecado pela Faxineira Uma paixão perigosa. Um passado cruel. Um encontro capaz de destruir impérios. Liz Gonçalves, 18 anos, cresceu cercada por ausências: a mãe, levada pelo câncer cedo demais, e o pai, que escolheu amar outra mulher e outra filha. Dentro da própria casa, Liz aprendeu a sobreviver em silêncio, a se encolher para não incomodar, a existir como se fosse invisível. Determinada a mudar seu destino, consegue emprego como faxineira em um dos prédios mais luxuosos da cidade — um lugar onde gente como ela deveria passar despercebida. Mas não passa. É ali que ela cruza o caminho de Bryan Bellucci, 28 anos. Temido, poderoso, dono de um império construído entre negócios ilegais e decisões frias, Bryan nunca acreditou em sentimentos. Controle sempre foi sua maior arma. Fraquezas nunca foram permitidas. Até enxergar Liz. O jeito quieto. O olhar cansado demais para alguém tão jovem. A doçura que ela tenta esconder do mundo. Sem perceber, Bryan começa a observá-la… e quando se dá conta, já está envolvido demais. Mas o destino é cruel. Liz é traída pelo próprio pai e vendida ao Covil dos Dragões — um lugar onde garotas são quebradas, usadas e descartadas. E o que antes era desejo se transforma em fúria. Bryan não quer apenas encontrá-la. Ele quer tirá-la daquele inferno. Ele quer protegê-la. Ele quer tê-la. Porque Liz pode ser a única pessoa capaz de alcançar o que ninguém jamais conseguiu: o coração de um mafioso. E Bryan Bellucci está disposto a enfrentar qualquer consequência por ela — inclusive o próprio inferno.
Leer másLizJá era tarde da noite, a Elisabete falou que ele não viria jantar e que não precisávamos nos preocupar, que ele não teria hora para chegar.Isso me irritava. Será que ele estava com aquela mulher?Não sabia por quê, mas sentia meu coração inquieto. Tentei várias vezes fechar os olhos e dormir, mas não conseguir.Olho a hora no celular: já eram 2 da manhã. Me senti tão chateada. Sabia que nós não éramos nada, não tínhamos um compromisso, a única coisa que tinha era essa maldita dívida esse maldito contrato — claro que graças a ele não tive outro fim, se não minha vida estava acabada, ele me salvou, tirou-me daquele cativeiro daquele lugar que até hoje quando fechos os meus olhos lembro de tudo. Isso nunca podia esquecer. Mas toda às vezes que tento me entregar, algo me trava. Sempre sonhei em me entregar para alguém que amasse e que fosse casar, mas agora estava me entregando por um acordo, e tudo graças àquele homem que deveria ser meu pai, como odiava ele.Me levanto, e visto me
BryanTudo está calmo demais.Ela me evitou o dia inteiro.No dia seguinte, acordo muito cedo e vou para a empresa resolver o que ainda faltava. Queria deixar tudo em ordem antes de partir.Sairia amanhã cedo para a Itália. Mando Elisabete providenciar tudo o que Liz vai precisar na viagem, inclusive roupas quentinhas, já que lá estava muito frio.O dia passa rápido. Tudo corre bem. Deixo Henrique responsável por tudo. Hoje à noite, sairia para beber com alguns amigos.— Senhor, já deixei suas roupas separadas — diz Juliana, minha secretária.Pedi que ela organizasse uma troca de roupa, pois não daria tempo de voltar ao apartamento para tomar banho. Eu tomaria ali mesmo no escritório. Meu gabinete tinha uma área reservada com tudo o que eu precisasse para descansar, caso quisesse passar a noite ali.— Obrigado, Juliana.Agradeço enquanto me levanto para ir ao banheiro, mas ela permanece parada, me observando.— Tem certeza de que não deseja mais nada, senhor? — pergunta, aproximando-s
BryanPassei a manhã resolvendo problemas e atendendo alguns clientes importantes, em especial Guilherme Bitencourt. Não havia como adiar. Ele já demonstrava insatisfação com os cancelamentos das reuniões e ainda soltou uma ironia, dizendo que eu não queria atendê-lo. Expliquei a situação, mas conhecia bem o temperamento difícil dele. Era apenas um conhecido — nada, além disso.Meu irmão já havia me ligado três vezes, questionando por que eu estava longe da capital, perguntando se algo havia acontecido.Eu sabia o motivo real da preocupação dele.Ele queria o meu lugar.A raiva que sentia por mim vinha do fato de eu ser apenas um ano mais velho e, ter sido escolhido pelo meu avô para assumir o comando. Meu pai foi praticamente obrigado a me nomear sucessor. Meu irmão sempre me odiou.Nunca disse isso em voz alta, e ninguém jamais percebeu… mas eu vi antes mesmo de ser oficialmente nomeado herdeiro.Na escola, ele competia comigo o tempo todo. Seus amigos me provocavam, tentavam me dim
LizEle segura minha mão por um instante a mais do que deveria. O silêncio entre nós pesa.Meu coração dispara, mas dessa vez não é apenas desejo. É confusão. É medo. É tudo misturado.Afastei a mão devagar da sua extremidade excitada. Ele era sedutor e, para conseguir o que queria, estava sendo tão gentil comigo que acabei me deixando levar.— Eu… eu preciso de tempo — sussurro, sem coragem de encará-lo.Ele não responde de imediato. Apenas me observa, como se tentasse decifrar algo em mim que nem eu mesma entendia, mas agora com um olhar irritado.O vento sopra forte na cobertura, quebrando o momento.— Você tem razão — ele diz por fim, com a voz mais baixa, mais controlada. — Não devia ter ido tão longe. Já que prometi que iria esperá-la, vou cumprir. Mas, garota… não demore muito. Talvez eu não tenha tanta paciência assim — completa em um tom ameaçador.O silêncio volta, mas agora é diferente. Mais pesado. Mais real.Abaixo o olhar, tentando organizar os pensamentos.— Boa noite —
LizSinto sua presença atrás de mim… e então sinto sua mão me segurando.Ele me olha.— Já vai dormir? — ele pergunta, malicioso, eliminando a distância.Estava tão perto que mal consegui respirar.— Eu…As palavras não saem. Ele sorri maliciosamente.— Quer fazer algo? — pergunta, ainda me olhando com tanta intensidade que eu me sentia quente.— Sim… — me espanto e me arrependo no mesmo instante. Eu deveria manter distância desse homem lindo. Sabia que ele era perigoso.Ele sorri.— Vem comigo.Ele me guia até o elevador e entramos, mas fico nervosa: as roupas que eu estava vestindo eram roupas de dormir.— Estou vestida assim…Ele me interrompe, apertando o botão da cobertura.— Não vai ter ninguém lá — diz, tentando me acalmar.Mesmo assim, estar ali sozinha à noite com ele me deixava nervosa.O elevador abre, revelando a cobertura. Parecia outro mundo. Uma piscina imensa com borda infinita, dava para ver toda a cidade. Luzes iluminavam tudo, carros por todos os lados.Então era as
LizAcordo sonolenta, estranhando a cama macia demais, os lençóis com um toque suave. Olho ao redor do quarto, ainda com um pouco da claridade do abajur aceso, sem reconhecer o lugar. Respiro nervosa e preocupada, já que não lembrava como havia chegado ali.A única coisa de que me recordava era estar no carro, trocando mensagens com a Geovana.Levanto-me aliviada por ainda estar vestindo a mesma roupa, mas minha barriga ronca, denunciando que eu havia dormido demais e estava com fome. Vou ao banheiro e encontro todas as minhas coisas já organizadas em seus devidos lugares. Tomo um banho e escovo os dentes.Ao sair, observo o closet: roupas de grife perfeitamente organizadas, junto das minhas. Reparo também que não havia nada dele ali — apenas minhas coisas. Após me arrumar, saio do quarto e olho ao redor.O apartamento era impecável. A porta ao lado do meu quarto estava com a luz acesa, o que me deixou curiosa, imaginando se seria o quarto dele.Mas minha barriga ronca novamente, lemb





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