Capítulo 27

O amanhecer não trouxe alívio, trouxe peso.

Abri os olhos antes do sol. O sofá ainda guardava o calor do corpo de Arthur ao meu lado, mas ele já não estava ali. Levantei devagar, os músculos rígidos da noite mal dormida, e fui até o quarto de Sophia.

A porta estava entreaberta.

Arthur estava sentado na beirada da cama, o braço esquerdo imobilizado numa tipóia improvisada, a mão direita acariciando os cabelos da filha. Sophia dormia com o rosto virado para a parede. Mas seus olhos estavam úmidos
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