O amanhecer não trouxe alívio, trouxe peso.
Abri os olhos antes do sol. O sofá ainda guardava o calor do corpo de Arthur ao meu lado, mas ele já não estava ali. Levantei devagar, os músculos rígidos da noite mal dormida, e fui até o quarto de Sophia.
A porta estava entreaberta.
Arthur estava sentado na beirada da cama, o braço esquerdo imobilizado numa tipóia improvisada, a mão direita acariciando os cabelos da filha. Sophia dormia com o rosto virado para a parede. Mas seus olhos estavam úmidos