O sol da tarde ainda aquecia o jardim quando um carro encostou em frente ao portão.
Era um sedã preto, elegante demais para ser de qualquer um. As janelas escuras abaixaram devagar, revelando um rosto que eu não via há meses, mas que reconheceria entre mil: Dona Alzira, sogra de Arthur, com os lábios pintados de vermelho-sangue e os olhos apertados em fúria contida.
Ao lado dela, Valentina — irmã mais nova de Isabela, sempre impecável em seu vestido branco, os cabelos loiros caindo em ondas per