75. Nas mãos do inimigo
Elise Quinn
O tempo naquele inferno não existia.
Não havia relógio. Não havia janela. Só uma lâmpada fodida e fraca pendurada no teto e o som distante de água pingando em algum lugar do galpão, marcando segundos que pareciam horas.
Meu corpo inteiro doía por causa do chão duro e frio, e cada movimento fazia uma pontada atravessar meu ventre, lembrando-me de que eu não estava sofrendo sozinha.
Puta merda…
Respirei fundo, tentando controlar o pânico antes que ele virasse algo pior. Não podia en