113. A vida após o caos
Elise Quinn
Quando acordei, foi como emergir de um lugar profundo demais, onde não existia dor, nem medo, nem memória. Por alguns segundos, fiquei ali, apenas respirando, tentando entender o próprio corpo, tentando reconhecer onde eu estava.
O silêncio foi a primeira coisa que me chamou atenção.
Não era vazio. Era calmo.
Um tipo de silêncio que não machuca, que não ameaça, que não carrega nada escondido atrás dele. Depois de tudo o que tinha acontecido, aquilo parecia quase irreal.
Minha respi