10. Elise
Atlas CrossEu tentava afrouxar a maldita gravata cinza que quase me sufocava enquanto os homens falavam sem parar.Vozes em italiano, opiniões demais, egos maiores ainda.Pelo visto eu teria que enfrentar a porra daqueles velhos toda semana. Antes, eu ocupava uma cadeira lateral. Observava. Agora, todos esperavam que eu conduzisse.A hierarquia era clara demais para quem cresceu nela. O Don não era apenas o chefe: era a palavra final. Abaixo vinham os capos, cada um responsável por uma fatia da cidade, por negócios que precisavam continuar girando mesmo quando alguém morria. E sempre morria alguém. Depois, os consiglieri, os homens que aconselhavam, mas nunca decidiam. Soldados, executores, intermediários… blá, blá, blá. Damien nunca precisou explicar isso. Ele nasceu sabendo. Já eu, aprendi observando.Enquanto discutiam rotas, acordos, perdas e ganhos, eu sentia o peso de cada olhar recaindo sobre mim. Eles queriam saber se o bastardo aguentaria segurar aquilo tudo.Alguém me
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