112. Homenagem.
Atlas Cross
— Atlas — a voz dela veio fraca, arrastada, como se cada palavra custasse mais do que devia — eu… levei um tiro.
Por um segundo, eu não entendi.
Não porque não ouvi.
Mas porque meu cérebro simplesmente recusou aceitar.
Só que meus olhos desceram.
E viram.
O sangue.
Escorrendo pela lateral do corpo dela, manchando o vestido, espalhando rápido demais, num ritmo que não dava espaço pra dúvida.
Meu peito travou com força.
— Não… — a palavra saiu automática, baixa, inútil.
Eu já estava n